quinta-feira, 30 de junho de 2016

Poema do Lobo




Calou-se a voz, um corvo adormeceu,
O grito em soslaio vagou no “mal-tempo”,
Andou pelas nuvens, e o falso cresceu.
Porém de cansaço, fracasso em fracasso, o medo venceu.
Razões semióticas, a voz que se viu,
Caprichos danosos, ações violentas
Dum lobo farsante que a pele caiu,
Manobras vultosas com fábulas e lendas.
Ruiu o deserto que oásis vestiu
Sem lenços, sem casos, sem dores partiu
Caminha sozinho; os grãos semeou
Colhendo hoje os grãos que ontem plantou.
Sem fim o caminho: distância de anil
Se antes gazulo, hoje pássaro do vício, carnívoro, vermil.

Autoria de
Francisco Assis Costa