quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Perdoe Minha Fúria...




Sou um homem calmo,
Tranquilo, ponderado.
Porém, eventualmente,
Tenho meus arroubos.

Não êxtase, mas fúria.
O animal sem controle
Me domina, aos gritos.
A razão, enfim, some...

E sob mercê da besta,
Ajo como tal, um tolo.
Faço tantas besteiras...

E quando a verve baixa,
Lamento... E tal criança
Arteira, murmuro: Perdão?

Autoria de Francismar Prestes Leal